
Preços do petróleo registram maior alta mensal da história

Os mercados de petróleo encerraram março com a maior alta mensal já registrada, impulsionados por um "choque" sem precedentes na oferta global. Na reta final do mês, na terça-feira (31), o óleo do tipo Brent se encaminhava para iniciar o mês de abril em torno de 120 dólares o barril.

O gatilho imediato foi o fechamento do estreito de Ormuz, uma rota marítima fundamental para o transporte de petróleo e gás do Oriente Médio. À incerteza logística soma-se uma nova escalada regional, conforme destaca o Oilprice.com: Teerã teria atacado um petroleiro do Kuwait em águas dos Emirados Árabes Unidos, um episódio que eleva a percepção de risco e agrava o nervosismo nos mercados.
A pressão de alta se reflete imediatamente nos preços, alimentada ainda por compras preventivas, aumento dos custos de transporte e dos seguros devido ao temor de que o bloqueio se prolongue.
Enquanto o Brent sobe, o debate se volta para uma questão ainda mais preocupante: que preço o petróleo pode alcançar? No setor bancário, a instituição financeira francesa Société Générale elevou as previsões para o Brent e espera uma forte alta em abril, com uma média próxima dos 125 dólares o barril e a possibilidade de atingir os 150 dólares caso a tensão persista.
No que diz respeito à demanda, o Société Générale prevê que o consumo global tenda para 106 milhões de barris por dia. Embora a instituição considere que haverá uma certa queda no consumo devido ao aumento dos preços, isso não seria suficiente para corrigir o desequilíbrio em relação à oferta no curto prazo.
