Bala que atingiu Charlie Kirk não corresponde à arma do suspeito, dizem advogados

Análise balística não estabelece ligação entre projétil e arma apreendida; defesa questiona consistência das provas.

A perícia apresentou uma nova análise no caso da morte de Charlie Kirk, indicando que não há evidência de que o projétil pertença ao rifle encontrado. Os novos fatos levantam dúvidas sobre a acusação contra Tyler Robinson, informou AP nesta terça-feira (31).

O suspeito, de 22 anos, responde por homicídio qualificado após o tiroteio ocorrido em 10 de setembro, na Utah Valley University. A acusação busca a pena de morte, enquanto a defesa aponta inconsistências nas provas.

De acordo com documentos judiciais, exames conduzidos pelo Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF) apontam que os resultados foram inconclusivos.

A defesa utilizará a conclusão para contestar a solidez do caso, enquanto os promotores afirmam que outras evidências sustentam a denúncia, incluindo material genético do suspeito encontrado no gatilho do rifle.

Contudo, os advogados argumentam que relatórios indicam a presença de DNA de múltiplas pessoas em alguns itens, o que dificultaria a individualização das provas no processo.

O caso segue em andamento e Robinson deve retornar ao tribunal no dia 17 de abril, quando questões processuais serão discutidas e a Justiça decidirá se há elementos suficientes para levar o caso a julgamento.