
Irã traz detalhes da situação do Brasil com bloqueio parcial do Estreito de Ormuz

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Ghadirli, afirmou em entrevista à imprensa na embaixada em Brasília, nesta terça-feira (31), que os importadores e empresários brasileiros devem negociar diretamente com os iranianos para o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz.
"Quero dizer a importadores e empresários brasileiros que continuem negociações diretas com liners (armadores) iranianos com pagamentos e transações bancárias diretas", explicou.

Ghadirli declarou que o agronegócio brasileiro não terá dificuldade de importar ureia, utilizada como fertilizante no país sul-americano, caso siga as orientações. Segundo o embaixador, metade do composto usado no Brasil é produzido no Irã
Ele detalhou que a rota marítima está sob "gestão estratégica" do Irã, após ataques de Israel e dos Estados Unidos no final de fevereiro. O diplomata apontou que a via permanece aberta para a passagem de embarcações de nações consideradas "amigas".
O embaixador destacou que outros países do Golfo enfrentam dificuldades na região por não possuírem a mesma resiliência econômica desenvolvida pelos iranianos em décadas de restrições.
- Anteriormente, o chanceler iraniano Abbas Araghchi especificou alguns países considerados amigos de Teerã, e que portanto possuem livre passagem pelo Estreito de Ormuz. Entre eles, estão "China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão".
