O presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, reafirmou seu compromisso com a participação da seleção iraniana na Copa do Mundo de 2026, que será realizada em conjunto no Canadá, Estados Unidos e México. "O Irã estará na Copa do Mundo", declarou Infantino, citado pela mídia especializada.
Infantino publicou em suas redes sociais um texto celebrando a visita surpresa que fez ao amistoso entre Irã e Costa Rica, realizado em Antália, na Turquia.
Na ocasião, ele se reuniu com os jogadores, com o primeiro vice-presidente da federação iraniana, Mehdi Mohammad Nabi, com o chefe de relações internacionais, Omid Jamali, e com o técnico iraniano Amir Ghalenoei.
Segundo o portal Goal, o mandatário garantiu que não haverá exclusão da equipe devido ao cenário geopolítico. "Estamos encantados porque eles são um time muito, muito forte. Eu vi a equipe, falei com os atletas e com o treinador; vai ficar tudo bem". "É por isso que estou aqui", completou.
A federação iraniana tentou negociar a transferência de suas sedes — atualmente confirmadas para Los Angeles e Seattle — para território mexicano, alegando questões de segurança. Contudo, o pedido foi recusado pela entidade máxima do futebol.
Sobre os conflitos armados iniciados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, o presidente da FIFA afirmou que a organização está empenhada em "usar o poder do futebol para construir pontes e promover a paz".
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.