
Irã não respondeu a nenhuma das 15 propostas dos EUA, revela chanceler

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira (31) que o país persa ainda não respondeu às 15 propostas dos EUA, nem apresentou suas condições. A informação foi divulgada pela agência Tasnim.
"O que está ocorrendo não são negociações, mas uma troca de mensagens", declarou Araghchi, esclarecendo que elas são transmitidas por meio de aliados regionais.

Nesse sentido, o chanceler destacou que a República Islâmica continua recebendo mensagens do negociador e enviado norte-americano Steve Witkoff. Mas isso não significa que se trate de negociações.
"Não estão sendo realizadas negociações com nenhuma parte específica, e as mensagens são trocadas por meio do Ministério das Relações Exteriores e em coordenação com as instituições de segurança", reiterou Araghchi.
Por outro lado, destacou que Teerã "ainda não tomou uma decisão sobre o mérito das negociações". Ao contrário, enfatizou que "não aceitará um cessar-fogo" e exige "o fim total da guerra em toda a região".
Preparados para confronto terrestre
Da mesma forma, o ministro advertiu que a nação iraniana "não pode ser ameaçada" e exigiu que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "se dirija com respeito ao povo iraniano".
Nesse sentido, o alto funcionário iraniano enfatizou que a República Islâmica está "preparada para qualquer confronto terrestre" e espera que seus adversários não cometam erros de cálculo.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.

