O brasileiro Thiago Ávila foi preso, nesta terça-feira (31), ao entrar no território da Argentina, denunciou a equipe do ativista em suas redes sociais. De acordo com as informações, ele estava no país como integrante de um coletivo pró-Palestina.
"Foi detido a mando do presidente Javier Milei, esse asqueroso, (...) Isso foi dito lá na Argetina, mandou prender", afirmou Leandro Lanfredi, petroleiro e diretor do Sindipetro-RJ, em vídeo divulgado pela equipe de Ávila.
Citando um depoimento do ativista, veículos regionais afirmam que ele será deportado e que a ordem partiu "do mais alto nível". Thiago, que também teria sido separado de sua esposa e filha ao entrar no país, foi proibido de se expressar no país.
Nas redes, diferentes instituições saíram em defesa de Ávila, destacando que seus direitos constitucionais estão sendo violados e criticando a política externa de Milei, notório aliado de Israel e dos Estados Unidos.
Trata-se da segunda vez em menos de uma semana que o ativista é detido. Na quarta-feira (25), Ávila foi submetido a horas de interrogatório no Panamá, como parte da flotilha que levou ajuda humanitária a Cuba.
ATUALIZAÇÃO (18h16 do horário de Brasília):
Laura Souza, esposa de Thiago Ávila, que acompanha o ativista na viagem, confirmou que ele foi deportado da Argentina. De acordo com ela, Ávila será deportado para Barcelona na manhã de quarta-feira (1), dando seguimento à agenda prevista.