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Sanções da UE contra a Rússia são ilegais e 'causaram dano' ao próprio bloco, diz país-membro

Chanceler da Hungria, Péter Szijjártó, apontou que medidas impostas por Bruxelas são um "enorme erro" e um "grande fracasso".
Sanções da UE contra a Rússia são ilegais e 'causaram dano' ao próprio bloco, diz país-membroGettyimages.ru / Thierry Monasse

A política de sanções impostas pela União Europeia contra a Rússia é "ilegal" e "causou danos" ao próprio bloco, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (31). O chanceler completou ao citar a alta de preços, a inflação e o aumento do custo da energia em diversos países europeus.

O ministro aponta que as medidas impostas por Bruxelas são um "enorme erro" e um "grande fracasso", complementando que a Hungria sempre se opôs a sanções que comprometem sua segurança energética ou que "não tenham base legal".

Interferência estrangeira

Szijjártó denunciou o que classificou como "uma das mais graves e descaradas interferências estrangeiras" no processo eleitoral húngaro, alegando que suas comunicações telefônicas teriam sido monitoradas por serviços de inteligência estrangeiros, e que gravações foram divulgadas às vésperas das eleições parlamentares.

De acordo com o chanceler, a operação teria ocorrido "em benefício da Ucrânia", e contado com apoio interno. "É um enorme escândalo que serviços de inteligência estrangeiros tenham interceptado minhas ligações e as tornado públicas pouco antes das eleições", afirmou.

Papel do regime ucraniano

O primeiro-ministro Viktor Orbán já havia se manifestado na segunda-feira (30) sobre as interferências no processo eleitoral. "Zelensky cortou nosso fornecimento de petróleo para criar caos e influenciar nossas eleições. Essa é a estratégia. Não funcionará", afirmou, acrescentando que a Hungria não pode ser chantageada e não permitirá que seu futuro seja decidido por terceiros.

Um ex-agente de inteligência do regime de Kiev, em entrevista à mídia húngara publicada no domingo (29), já havia acusado as autoridades ucranianas de enviarem semanalmente 5 milhões de euros a fim de financiar a campanha do partido de oposição a Orbán, o Tisza, liderado por Péter Magyar.