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Trump dá conselho aos países que estão com déficit de petróleo após fechamento do Estreito de Ormuz

"Terão que aprender a se defender; os Estados Unidos não estarão mais lá para ajudá-los", afirmou o presidente americano.
Trump dá conselho aos países que estão com déficit de petróleo após fechamento do Estreito de OrmuzGettyimages.ru / Nathan Howard

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a criticar, nesta terça-feira (31), aliados históricos que se recusaram a ajudá-lo em sua agressão contra o Irã e que agora sofrem as consequências econômicas do bloqueio do Estreito de Ormuz.

"A todos os países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, tenho uma sugestão: primeiro, comprem dos EUA, temos bastante; e segundo, sejam corajosos, vão até o Estreito e tomem o combustível!", escreveu o presidente americano nesta terça em sua conta no Truth Social.

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Ele afirmou que, de agora em diante, seus aliados "terão que aprender a se defender".

"Os Estados Unidos não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nos ajudar", declarou.

"O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte mais difícil já passou. Vão buscar seu próprio petróleo!", concluiu Trump.

A decepção de Trump com seus aliados

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em 26 de março estar "decepcionado" com a OTAN por não ter feito "absolutamente nada" em relação ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

O presidente americano chegou a dizer que os EUA não precisam "estar lá", se referindo à OTAN.

"Sempre estivemos lá por eles, mas agora, com base em suas ações, acho que não precisamos mais, certo?", disse Trump.

Ele insistiu, questionando o nível de comprometimento dos aliados: "Por que deveríamos estar lá por eles, se eles não estão lá por nós? Eles não estiveram lá por nós", concluiu. 

Estreito de Ormuz

  • Teerã fechou o Estreito de Ormuz, que conecta o golfo Pérsico ao de Omã, após a agressão EUA-Israel, proibindo a passagem de todo tipo de embarcação e afirmando que não sairá da região "nem uma única gota de petróleo" por via marítima.
  • O bloqueio dessa rota marítima vital, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, impulsionou os preços do petróleo. Em 9 de março, o preço do barril registrou volatilidade históricasuperou os US$ 100 e se aproximou de US$ 120 nas primeiras horas do dia. Na segunda-feira (16), os contratos futuros do Brent voltaram a subir e foram negociados acima de US$ 104 por barril, nível não visto desde julho de 2022.
  • O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica reiterou que navios dos EUA e de seus aliados não podem atravessar o estreito. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o Estreito de Ormuz segue aberto, e está fechado apenas para embarcações de países considerados inimigos.