Notícias

Viajar menos: proposta da UE aos seus cidadãos diante da crise energética causada pela guerra no Irã

A União Europeia enfrenta um aumento nos preços do petróleo e do gás, bem como a escassez de suprimentos causada pela guerra no Oriente Médio e pela "disponibilidade limitada de fornecedores alternativos".
Viajar menos: proposta da UE aos seus cidadãos diante da crise energética causada pela guerra no IrãLegion-media.ru / Marek Antoni Iwanczuk / SOPA Images/Sipa USA

O comissário de Energia da União Europeia, Dan Jorgensen, pediu aos países do bloco que considerem reduzir o consumo de petróleo e gás no setor de transportes como uma forma de se preparar para uma "turbulência prolongada" causada pela crise energética resultante da agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, informou o Politico na segunda-feira (30).

Segundo o veículo, a mensagem de Jorgensen veio em uma carta na qual ele pediu para que os membros da UE considerem "medidas voluntárias de redução da demanda, com especial atenção ao setor de transportes", que, segundo o comissário, enfrenta um aumento dos custos e escassez de abastecimento. Isso significa que os governos europeus podem pedir aos seus cidadãos para que dirijam ou voem menos a fim de economizar combustível.

O comissário acrescentou em sua mensagem que a escassez na Europa é agravada pela "disponibilidade limitada de fornecedores alternativos e pela capacidade de refino de produtos específicos dentro da UE".

"Estamos mergulhando na escuridão pelo dinheiro de vocês"

Após a publicação, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou duramente a estratégia de Bruxelas diante da crise.

"A estratégia da UE no setor energético surpreende pela sua progressividade: não tomar banho, não acender a luz, não sair de casa, não viajar nem voar para lugar nenhum. O lema da Comissão Europeia é: 'Estamos mergulhando na escuridão pelo dinheiro de vocês'", escreveu ela em seu canal no Telegram.

Guerra no Oriente Médio

  • Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.

  • Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.

  • Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.

  • O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.