O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou aos seus aliados que está disposto a encerrar a agressão contra o Irã mesmo que o estreito de Ormuz permaneça parcialmente fechado, informou na segunda-feira (30) o The Wall Street Journal.
Segundo fontes citadas pelo veículo, nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos e seus assessores chegaram à conclusão de que uma missão para abrir caminho pelo estreito prolongaria o conflito para além do cronograma previsto de 4 a 6 semanas.
Trump decidiu que os EUA devem se concentrar em alcançar seus principais objetivos: paralisar a Marinha do Irã, destruir seus arsenais de mísseis e pôr fim às hostilidades atuais, ao mesmo tempo em que pressiona diplomaticamente Teerã para retomar o tráfego marítimo. Se a estratégia falhar, Washington pressionaria seus aliados na Europa e no Golfo Pérsico a tomarem a iniciativa de reabrir a passagem.
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Além disso, as fontes afirmam que o presidente americano também considera a opção de lançar mais ataques militares, mas que "elas não são sua prioridade imediata".
Fechado para navios inimigos
- Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
- O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no último dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. No entanto, vários dos países convidados — entre eles, os aliados dos EUA dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
- Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "A alguns países que consideramos amigos, permitimos a passagem pelo Estreito de Ormuz. Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler. Segundo explicou, não há razão para permitir que seus inimigos transitem pela zona.