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Irã dá novo passo para impor taxas de trânsito pelo Estreito de Ormuz

Teerã planeja instituir cobrança de pedágio em moeda local e novas normas de segurança para a circulação de porta-aviões no canal estratégico.
Irã dá novo passo para impor taxas de trânsito pelo Estreito de OrmuzGettyimages.ru / Gallo Images / Orbital Horizon / Copernicus Sentinel Data 2025

A Comissão de Segurança do Parlamento do Irã deu, nesta segunda-feira (30), aval a um projeto de lei para impor taxas de trânsito pelo Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada pela agência Fars.

Segundo o veículo, a iniciativa contempla o pagamento de pedágio na moeda local iraniana, assim como medidas de segurança que incluem proteção para os porta-aviões que se encontrem na zona.

Além disso, o projeto ressalta que as embarcações americanas, israelenses e dos países que impuseram sanções unilaterais contra o Irã não terão permissão de passagem através dessa via marítima. A medida também contempla questões ambientais no estreito e a cooperação com Omã para criar a estrutura do regime jurídico correspondente.

Fechado para navios inimigos

  • Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
  • O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no último dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. No entanto, vários dos países convidados — entre eles, os aliados dos EUA dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
  • Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "A alguns países que consideramos amigos, permitimos a passagem pelo Estreito de Ormuz. Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler. Segundo explicou, não há razão para permitir que seus inimigos transitem pela zona.