Marco Rubio alerta para 'consequências reais' caso Irã mantenha bloqueio de Ormuz

Secretário de Estado dos EUA afirma que estreito será reaberto e condiciona avanço militar e pressão internacional à decisão de Teerã.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o Irã enfrentará "consequências reais" caso mantenha restrições no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio global de energia. A declaração foi feita em entrevista exclusiva à Al Jazeera, publicada nesta segunda-feira (30).

Rubio destacou que a passagem pela via estratégica será restabelecida e indicou que Washington não aceitará qualquer tentativa de controle unilateral da região por Teerã.

"O Estreito de Ormuz estará aberto … Ele estará aberto de uma forma ou de outra", afirmou. Segundo ele, impedir a navegação internacional criaria um precedente que não seria aceito "pelo mundo".

As declarações ocorrem em meio a restrições já impostas pelo Irã ao tráfego marítimo. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que apenas países considerados aliados podem atravessar o estreito.

"A alguns países que consideramos amigos, permitimos a passagem pelo estreito de Ormuz; autorizamos a passagem da China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", disse o chanceler, segundo veículos locais. Segundo ele, não há motivo para permitir que seus inimigos transitem pelo Estreito de Ormuz.

Durante a entrevista, Rubio também afirmou que os Estados Unidos mantêm comunicação com o Irã por meio de intermediários, ao mesmo tempo em que ampliam a pressão militar e econômica.

O secretário reiterou que Washington exige que o Irã abandone seus programas nuclear e de mísseis, afirmando que "O regime iraniano nunca pode ter armas nucleares".

Rubio também indicou que os objetivos militares dos Estados Unidos podem ser alcançados em curto prazo. "Nós vamos alcançá-los em semanas, não meses", declarou.

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OTAN

Ao comentar a atuação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Marco Rubio criticou diretamente aliados europeus por, segundo ele, limitarem o apoio aos Estados Unidos durante o atual cenário.

"Temos países como a Espanha, um membro da OTAN que nos comprometemos a defender, negando o uso de seu espaço aéreo e se vangloriando disso, negando o uso de suas bases", declarou.

Rubio também indicou que a postura de parte dos aliados pode levar Washington a reavaliar o papel da OTAN no futuro. Ele acrescentou que, caso a aliança funcione apenas como um mecanismo de defesa da Europa sem reciprocidade em momentos de necessidade, "isso não é um acordo muito bom".

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