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Israel: Lei sobre pena de morte para palestinos provoca críticas internacionais

Proposta aprovada pelo Legislativo israelense é alvo de reprovação internacional e contestação na Suprema Corte.
Israel: Lei sobre pena de morte para palestinos provoca críticas internacionaisGettyimages.ru / Evelyn Hockstein - Pool

O projeto de lei — aprovado nesta segunda-feira (30) pelo Parlamento de Israel — que prevê a aplicação da pena de morte para palestinos por "terrorismo" vem provocando críticas entre governos europeus, organismos internacionais e entidades de direitos humanos.

Antes mesmo que a votação ocorresse, as chancelarias da Alemanha, França, Itália e Reino Unido classificaram a proposta como "de fato discriminatória"em relação aos palestinos.

Em declaração conjunta divulgada no domingo (29) pela Reuters, os representantes diplomáticos afirmaram que a medida pode "minar os compromissos de Israel com os princípios democráticos".

Um grupo de especialistas das Nações Unidas também criticou o texto, apontando que ele apresenta "definições vagas e excessivamente amplas de terrorista", o que permitiria a aplicação da pena de morte em condutas que não são terroristas.

A Anistia Internacional também afirmou que "não há evidências de que a pena de morte seja mais eficaz na redução do crime do que a prisão perpétua", ampliando as críticas sobre a proposta.

Críticas internas

O projeto também enfrenta críticas e resistência dentro de Israel. Uma organização israelense de direitos humanos entrou com uma petição na Suprema Corte com o fim de contestar a decisão.

"A Associação para os Direitos Civis em Israel entrou hoje com uma petição na Suprema Corte de Justiça exigindo a anulação da Lei da Pena de Morte para Terroristas, promulgada pelo Knesset hoje, 30 de março de 2026", afirmou a entidade em comunicado divulgado pela Al Jazeera.