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'Nova linha vermelha': Espanha condena morte de militar da ONU em ataque israelense

Agente capacete azul foi morto quando um projétil israelense atingiu uma posição da missão próxima à vila de Adchit al-Qusayr, no sul do Líbano.
'Nova linha vermelha': Espanha condena morte de militar da ONU em ataque israelenseGettyimages.ru / Pablo Cuadra / Colaborador

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta segunda-feira (30) que Israel cruzou uma "nova linha vermelha" após a morte de um membro da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL). O militar indonésio que integrava a missão de paz da ONU morreu em um ataque no sul do Líbano, no domingo (29).

"A Espanha condena fortemente estes acontecimentos. Exige que a origem do projétil seja esclarecida. E pede ao governo de Israel que cesse as hostilidades", afirmou Sánchez na rede social X.

O premiê reforçou ainda que ataques contra forças de paz representam "uma agressão injustificável contra toda a comunidade internacional".

Escalada "chocante"

A morte do capacete azul também provocou reações de outros líderes europeus. O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, condenou o que chamou de "chocante escalada de violência", destacando que vários integrantes da missão foram feridos nos últimos dias.

Segundo a UNIFIL, o militar foi morto quando um projétil israelense atingiu uma posição da missão próxima à vila de Adchit al-Qusayr, no sul do Líbano. Outro integrante da força ficou gravemente ferido. A ONU classificou o episódio como "trágico" e reforçou a necessidade de proteção às suas operações no terreno.

"Ninguém jamais deveria perder a vida servindo à causa da paz", declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Guerra no Oriente Médio

  • Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.

  • Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.

  • Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.

  • O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.