Em publicação no TruthSocial nesta segunda-feira (30), o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou explodir mais instalações energéticas do Irã que "deliberadamente ainda não tocamos".
"Concluiremos nossa presença no Irã destruindo completamente todas as suas usinas de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização!), que deliberadamente ainda não tocamos", escreveu o presidente.
Trump afirmou que os ataques seriam uma retaliação pelos "inúmeros soldados nossos, e outros, que o Irã massacrou durante os 47 anos do 'Reinado do Terror' do antigo regime". O presidente americano também disse que Washington está atualmente negociando com "um regime novo e mais razoável" da República Islâmica para pôr fim às operações militares americanas.
Trump declarou que os bombardeios contra instalações energéticas iranianas serão realizados "se, por algum motivo, não se chegar a um acordo em breve, o que é provável, e se o estreito de Ormuz não for aberto imediatamente ao tráfego marítimo".
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.