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Rússia considera seu dever ajudar Cuba, afirma Kremlin

O porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, acrescentou que Moscou está pretende enviar mais suprimentos de petróleo para a ilha.
Rússia considera seu dever ajudar Cuba, afirma KremlinMarineTraffic

A Rússia considera seu dever se envolver ativamente e fornecer a assistência necessária aos cubanos, que precisam de combustível para operar os sistemas vitais do país, declarou o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, nesta segunda-feira (30).

Peksov destacou que Cuba está sob um "bloqueio extremamente severo" e precisa de derivados de petróleo e petróleo bruto "para o funcionamento dos sistemas de suporte vital no país, para gerar eletricidade e para prestar serviços médicos ou de outro tipo à população".

"É claro que a Rússia considera seu dever não ficar à margem e prestar a ajuda necessária aos nossos amigos cubanos", destacou Peskov, acrescentando que Moscou continuará trabalhando para fornecer mais petróleo a Cuba.

"Continuaremos trabalhando, repito, diante da situação desesperadora em que se encontram agora os cubanos. Isso, é claro, não pode nos deixar indiferentes", afirmou.

Petróleo russo chega a Cuba

O navio petroleiro Anatoly Kolodkin encontra-se atualmente à espera de ser descarregado no porto de Matanzas, informou o Ministério dos Transportes da Rússia nesta segunda-feira (30).

É o primeiro petroleiro a chegar a Cuba em três meses, depois que os EUA obrigaram a Venezuela e o México a cortar o fornecimento de energia à ilha. Cuba não recebe nenhum fornecimento de petróleo desde 9 de janeiro, o que provocou uma crise energética.

Ameaças de Trump a Cuba

  • No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
  • Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Branca.
  • Em seguida, Trump reconheceu que sua Administração mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
  • Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
  • "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
  • Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.