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Efetivo dos EUA no Oriente Médio já chega a 50 mil soldados

Aumento do contingente militar americano na região sugere que Trump pode estar preparando uma ação militar terrestre contra o Irã.
Efetivo dos EUA no Oriente Médio já chega a 50 mil soldadosGettyimages.ru / Kevin Carter / Contributor

Com a chegada de 2,5 mil fuzileiros navais e de mais 2,5 mil marinheiros, a presença militar dos Estados Unidos no Oriente Médio já conta com 50 mil soldados, um efetivo que excede em 10 mil o contingente habitual dos EUA na região, segundo informou o The New York Times no domingo (29). 

A chegada se dá no contexto de uma possível operação terrestre que ainda não recebeu aval do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ser iniciada. Segundo oficiais do governo americano cujos nomes não foram citados, o chefe da Casa Branca ainda pondera sobre a possibilidade de lançar uma ofensiva a fim de controlar da ilha de Kharg ou outro território do país persa para, desta forma, reabrir o estreito de Ormuz

Normalmente, a presença militar dos EUA na região conta com 40 mil soldados espalhados em bases americanas na Arábia Saudita, Bahrein, Iraque, Síria, Jordânia, Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. 

Guerra no Oriente Médio

  • Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.

  • Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.

  • Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.

  • Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento total do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizam ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
  • O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.