A Espanha fechou seu espaço aéreo para qualquer aeronave envolvida na Operação Fúria Épica contra Irã, informou o jornal El País nesta segunda-feira (30), citando fontes militares.
A medida, confirmada por fontes militares, proíbe sobrevoos de bombardeiros e aviões-tanque, participantes dos ataques, com exceção apenas para emergências.
Segundo as fontes, o uso do espaço aéreo da Espanha também é proibido para aeronaves americanas baseadas em países terceiros, como Reino Unido ou França.
Espanha já tinha vetado o uso das bases de Rota, em Cádiz, e Morón de la Frontera, em Sevilha, pelos EUA.
Apesar do veto, a Espanha mantém colaboração defensiva com aliados, destaca a mídia.
Cinco destróieres americanos baseados em Rota atuam no Mediterrâneo Oriental protegendo Israel de mísseis iranianos, e uma bateria de mísseis Patriot espanhola em Incirlik, na Turquia, monitora ameaças aéreas.
Madrid também enviou a fragata "Cristóbal Colón" para proteger Chipre após ataques do Hezbollah.
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.