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Irã confirma morte de comandante da Marinha da Guarda Revolucionária

O Ministério da Defesa de Israel havia anunciado na quinta-feira ter eliminado Alireza Tangsiri durante um ataque contra o país persa.
Irã confirma morte de comandante da Marinha da Guarda RevolucionáriaSepahnews / AP

O Irã confirmou nesta segunda-feira (30) a morte de Alireza Tangsiri, o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária.

O órgão divulgou um comunicado chamando o oficial de mártir, destacando que ele foi responsável por "destruir instalações e infraestrutura inimigas importantes e de abater um caça americano". 

Segundo o comunicado, Tangsiri "organizou e fortaleceu as forças [de defesa] e reforçou o escudo defensivo das ilhas e do litoral usados ​​pelos agressores". A Guarda também ressaltou seu papel em operações militares recentes e na estrutura defensiva iraniana em áreas estratégicas.

Na quinta-feira (26), o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, havia afirmado que Tangsiri foi morto durante uma "operação precisa e letal" realizada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF).

Guerra no Oriente Médio

  • Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.

  • Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.

  • Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.

  • O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.