
Ex-agente ucraniano denuncia Kiev por financiar oposição húngara às vésperas das eleições

Um ex-agente da inteligência ucraniana acusou, em conversa com mídia húngara publicada no domingo (29), o regime de Kiev de enviar, semanalmente, 5 milhões de euros (cerca de US$ 5,75 milhões) para financiar a campanha do partido opositor húngaro Tisza, liderado por Peter Magyar.

Segundo o ex-agente, que falou sob anonimato, o dinheiro é introduzido no país por agentes ucranianos e transportado em notas de 100 euros seladas a vácuo.
Ele ainda garantiu que parte do dinheiro em espécie e em ouro apreendidos com cidadãos ucranianos na Hungria no início de março tinha como destino o mesmo partido.
Nas vésperas das eleições parlamentares na Hungria, que ocorrerão em 12 de abril, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, já vinha denunciado publicamente a tentativa de interferência de Kiev no processo eleitoral, acusando o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, de transformar a Hungria em uma "área de operações dos serviços secretos ucranianos".
Orbán exigiu que que Zelensky "ordene imediatamente o regresso dos seus agentes" e "respeite a vontade dos húngaros".
- As relações entre a Ucrânia e a Hungria atingiram um dos seus pontos mais críticos em março. Enquanto Zelensky tenta pressionar Budapeste a rejeitar completamente a energia russa e a apoiar sanções mais rigorosas contra Moscou, Orbán bloqueou um empréstimo de 90 bilhões de euros da União Europeia para a Ucrânia e ameaçou suspender o fornecimento de gás natural e eletricidade a Kiev.
