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"Cuba será a próxima em breve", afirma Donald Trump

Novas ameaças do presidente dos Estados Unidos se somam a um histórico de declarações agressivas contra Havana e à ordem restritiva que impôs tarifas aos países que tentam ajudar a ilha.
"Cuba será a próxima em breve", afirma Donald TrumpAP / Mark Schiefelbein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou neste domingo (29) suas múltiplas ameaças contra Cuba, mencionando que a ilha em breve seria "a próxima".

"Cuba será a próxima [...] Cuba é um desastre. É um país em declínio. E eles serão os próximos. Em pouco tempo, entrará em colapso", declarou o mandatário norte-americano.

As novas ameaças de Trump somam-se a um histórico de declarações agressivas contra Havana e à ordem executiva de janeiro de 2026, que impôs tarifas aos países que tentam ajudar a ilha vendendo-lhe recursos energéticos.

Ameaças de Trump a Cuba

  • No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
  • Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Branca.
  • Em seguida, Trump reconheceu que sua Administração mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
  • Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
  • "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
  • Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.