O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (29) ter interesse em se apoderar do "petróleo bruto iraniano" e que poderia tomar a ilha de Kharg, crucial para as exportações de petróleo da República Islâmica, segundo o Financial Times.
"Para ser honesto, o que eu realmente gostaria é de pôr as mãos no petróleo do Irã, mas alguns idiotas nos Estados Unidos me perguntam: 'Por que você está fazendo isso?' Mas eles são estúpidos", disse o mandatário em uma entrevista.
Trump mencionou também a Venezuela, país onde busca o controle "indefinido" do petróleo bruto após realizar uma operação militar para capturar o presidente Nicolás Maduro no início de janeiro de 2026.
Enquanto os Estados Unidos continuam a concentrar forças no Oriente Médio para uma possível operação terrestre, o presidente foi questionado se os planos incluíam um ataque à Ilha Kharg.
"Talvez tomemos a Ilha Kharg, talvez não. Temos muitas opções", respondeu Trump, admitindo como possibilidade que "teríamos que ficar lá por um tempo".
Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.