
Mediadores se reúnem no Paquistão para discutir fim da guerra no Irã

Os chefes diplomáticos das principais potências do Oriente Médio se reuniram neste domingo no Paquistão para debater maneiras de encerrar a guerra na região, informou a AP neste domingo (29).

Nas conversas em Islamabad, participaram os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Turquia e Egito. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou ainda ter mantido "amplas conversas" com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, sobre as hostilidades na região.
EUA e Israel, por sua vez, não estiveram presentes na reunião em Islamabad.
Esta semana, o Paquistão se destacou como mediador inesperado ao se oferecer para ajudar a sentar Washington e Teerã à mesa de negociações, lembra a agência.
Normalmente, Islamabad não é chamado para atuar como intermediário em negociações de alto nível. Desta vez, porém, assumiu o papel tanto por manter relações relativamente boas com Washington e Teerã quanto pelo grande interesse em que a guerra seja resolvida, explica a AP.
Enquanto isso, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que os EUA estariam planejando secretamente uma invasão terrestre ao país.
"O inimigo, publicamente, envia mensagens de negociação e diálogo, mas secretamente traça planos para uma ofensiva terrestre, sem perceber que nossos homens aguardam a entrada das tropas americanas para atacá-las e punir de vez seus parceiros regionais", afirmou.
Guerra no Oriente Médio
Na madrugada de sábado (28), Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.

