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Irã explica por que espera uma invasão dos EUA

"Vamos transformar essa guerra em uma grande lição para qualquer agressor", prometeu o presidente do Parlamento iraniano.
Irã explica por que espera uma invasão dos EUAIan Hitchcock / Gettyimages.ru

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste domingo (29) que os Estados Unidos estariam planejando secretamente uma invasão terrestre ao país, e ressaltou que Teerã está preparado para enfrentá-la, informou a agência Tasnim, reproduzindo a mensagem do parlamentar ao povo iraniano.

"Enquanto o inimigo, publicamente, envia sinais de negociação e diálogo, secretamente traça planos para uma ofensiva terrestre, sem perceber que nossos homens esperam a entrada dos soldados americanos para atacá-los e punir para sempre seus aliados regionais", disse Ghalibaf.

Segundo ele, nos últimos dias "temos ouvido palavras diferentes dos líderes inimigos sobre negociações".

"Os Estados Unidos falam de seus desejos e apresentam, como se fosse uma lista de 15 pontos, o que não conseguiram na guerra, tentando agora alcançar pelo caminho diplomático. Enquanto os americanos buscarem a rendição do Irã, a resposta de nossos filhos a esses desejos de Washington é clara: a humilhação está longe de nós", afirmou.

O parlamentar também lembrou que os EUA "sofreram grandes golpes na região. Os impactos contra o regime foram eficazes, precisos e devastadores".

"Nossos disparos continuam. Nossos mísseis seguem acertando os alvos. Nossa determinação e nossa fé aumentaram. Conhecemos as fraquezas do inimigo e vemos claramente os sinais de pavor e terror em suas tropas", acrescentou.

"Não duvidem nem por um instante da vontade de nossos soldados e servidores, que são mais firmes que uma montanha. Para o inimigo, são mais ardentes que o fogo e mais temidos que o raio", completou Ghalibaf.

Ele reforçou ainda que o Irã não sairá desta guerra "só com a vitória". "Vamos transformar essa guerra em uma grande lição para qualquer agressor", concluiu.

Guerra no Oriente Médio

  • Na madrugada de sábado (28), Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.

  • Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.

  • Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.

  • O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.