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Brasil é solução para reduzir dependência americana de minerais da China, diz Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República participou de um evento conservador no estado americano do Texas, acompanhado de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Brasil é solução para reduzir dependência americana de minerais da China, diz Flávio BolsonaroGettyimages.ru / NurPhoto / Contributor

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência do Brasil, defendeu no sábado (28) a exploração americana de minerais críticos em território brasileiro durante seu discurso na Conferência de Políticas de Ação Conservadora (CPAC) de 2026, no Texas, evento que contou com a presença de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, e figuras como o monarquista iraniano Reza Pahlavi.

"O Brasil será o campo de batalha onde se travará a luta pelo futuro do hemisfério. Porque o Brasil é a solução dos Estados Unidos para romper a sua dependência da China no que diz respeito a minerais críticos, especialmente elementos de terras raras", disse o senador em seu discurso, recebendo aplausos da plateia, que incluía também o ex-deputado Alexandre Ramagem e o deputado federal Mário Frias (PL-SP).

Argumentando que "a China controla 70% da mineração mundial e mais de 90% do refino e processamento", o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu que o Brasil é uma peça fundamental para a exploração mineral. Ele destaca a importância desses recursos à vanguarda tecnológica de eletrônicos e inteligência artificial (IA), que são hoje integrados em defesa nacional e ditam a "superioridade" militar dos EUA.

Nesse sentido, ele enfatizou que a participação do Brasil nessa área será crucial para manter o desenvolvimento da "revolução tecnológica dos Estados Unidos" e garantir a segurança nacional.

"Quando os Estados Unidos se tornam vulneráveis, todo o mundo livre se torna vulnerável", declarou o senador.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário na terça-feira (24), denunciou tentivas de renovar relações coloniais no mundo contemporâneo, afirmando que não permitirá que potências estrangerias se apropriem de recursos estratégicos do Brasil.

"Não vamos permitir que usem outra vez os minerais críticos que são do povo brasileiro", disparou o presidente. "Quem cuida das nossas coisas somos nós."