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Kim Jong-un supervisiona teste de motor capaz de alcançar território dos EUA

Alimentado por combustível sólido de alta potência, o potencial de lançamento é maior do que testes anteriores, desenvolvidos no âmbito do plano quinquenal de expansão militar do país.
Kim Jong-un supervisiona teste de motor capaz de alcançar território dos EUAKCNA

Sob a supervisão direta do líder Kim Jong-un, a República Popular Democrática da Coreia conduziu, neste domingo (29), um teste de propulsão de motor de foguete de alta potência, informou a imprensa oficial KCNA, noticiando o que pode ser um avanço decisivo na modernização da força militar do país.

O motor é suprido com combustível sólido, fabricado com material composto de fibra de carbono. O teste atingiu empuxo máximo de 2.500 quilonewtons (kN) — desempenho superior ao registrado num ensaio análogo realizado em setembro, de aproximadamente 1.971 kN. Kim afirmou que o resultado atende plenamente às demandas estratégicas e militares do Estado.

O ensaio integra o plano quinquenal de defesa nacional — mencionado em seu discurso na 1ª Sessão da 15ª Assembleia Popular Suprema na segunda-feira (23) —voltado ao aprimoramento contínuo dos "meios de ataque estratégico". A imprensa internacional aponta que a expressão evoca o desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) com capacidade nuclear, avaliando que o motor estende o alcance de mísseis norte-coreanos a alvos ao redor do globo, incluindo o território continental dos Estados Unidos.

“Se confirmado, este motor estaria entre os melhores do mundo”, disse Hong Min, pesquisador sênior do Instituto Coreano para a Unificação Nacional, citado pelo South China Morning Post.

O teste ocorre poucos dias após Kim discursar no Parlamento em reafirmação da qualidade irreversível do status nuclear do país e acusar os EUA de "terrorismo de Estado". Desde o colapso das negociações com os EUA em 2019, Pyongyang tem acelerado seus programas de ICBMs, especialmente os de combustível sólido, mais difíceis de detectar antes do lançamento, mantendo aberta a possibilidade de diálogo condicionada ao abandono da exigência americana de desnuclearização prévia.