
Flávio compara Bolsonaro a Trump e ataca Lula durante discurso nos Estados Unidos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou neste sábado (28) na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em Dallas, nos Estados Unidos, onde comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro a Donald Trump e acusou, sem apresentar provas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de atuar politicamente em favor de facções criminosas brasileiras.
Em uma fala de cerca de 15 minutos, em inglês, Flávio apresentou as eleições presidenciais brasileiras como uma disputa com impacto direto nos interesses dos Estados Unidos.
Durante o discurso, Flávio exibiu imagens do pai ao lado de Trump e relembrou a prisão do ex-presidente brasileiro, afirmando que a acusação contra ele seria semelhante à enfrentada pelo republicano norte-americano.
"Tentaram assassiná-lo, assim como tentaram fazer com Donald Trump. Não conseguiram. E agora ele está na prisão", disse.
Ataques a Lula
Na segunda parte da fala, Flávio direcionou críticas ao presidente Lula, classificando-o como adversário político.

Ele afirmou que Lula realizou "lobby pesado" junto a autoridades americanas para impedir que as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) fossem classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas.
O governo brasileiro se opõe à classificação por considerar que a medida pode abrir espaço para sanções financeiras, ações militares estrangeiras e interferência em questões de soberania nacional.
Flávio também afirmou que o Brasil ocupa posição estratégica para os Estados Unidos na disputa por minerais críticos e na redução da dependência americana da China.
Relação com o governo Trump
O senador ainda criticou indiretamente a aproximação recente entre os governos brasileiro e norte-americano, mencionando que o presidente Trump precisa identificar "seus verdadeiros aliados do Brasil".
A declaração ocorreu após a revogação de medidas adotadas anteriormente contra o país, como tarifas comerciais e sanções financeiras.
Durante o discurso, Flávio também citou o cancelamento do visto do funcionário do Departamento de Estado Darren Beattie como exemplo de deterioração das relações diplomáticas, afirmando que "o Brasil agora está expulsando diplomatas americanos".
O governo brasileiro cancelou a autorização após considerar irregular a solicitação de entrada do funcionário.

