Exército de Israel comemora assassinato de jornalista em bombardeio no Líbano

"Eliminado", diz o comunicado da agência que comentou o ataque em Tel Aviv contra três funcionários dos canais Al Manar TV e Al Mayadeen.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) expressaram satisfação com a morte do jornalista Ali Shuaib, correspondente do canal libanês Al Manar TV, em um bombardeio no sul do Líbano neste sábado (28).

"Morto: Durante anos, Ali Hassan Shaib atuou como terrorista da Força Radwan do Hezbollah sob o disfarce de jornalista. Descobriu-se que o 'colete de imprensa' era apenas uma fachada para o terrorismo", diz o comunicado das IDF em rede social.

O ataque também vitimou sua colega Fatima Fatouni, correspondente do canal Al Mayadeen, quando o veículo em que viajavam foi atingido diretamente pelas forças de Israel. Pouco depois, foi confirmada a morte do fotojornalista Muhammad Fatouni, irmão de Fatima.

"Esta foi, sem dúvida, uma tentativa de silenciar a verdade. [...] Os israelenses temem um microfone, temem uma câmera, temem uma caneta mais do que uma bala e uma bomba, porque é isso que transmite a verdade, e é a verdade que eles estão tentando silenciar. É a verdade que eles temem", comentou Steve Sweeney, jornalista da RT e amigo do falecido, que também foi atacado por Israel na semana passada.

Jornalismo sob fogo de Israel

Inúmeros profissionais de imprensa foram mortos ou feridos em ataques israelenses no Oriente Médio — sendo mais de 250 desde outubro de 2023, apenas na Faixa de Gaza — que levantam questionamentos sobre intenção e cumprimento do direito internacional por parte das forças armadas do país.

O jornalista Steve Sweeney, correspondente da RT, e seu cinegrafista, Ali Rida, foram feridos em um ataque de Israel no sul do Líbano na semana passada. Ambos afirmaram que foram alvos deliberados, apesar de estarem usando uniformes com suas credenciais de imprensa.

"Foi um ataque deliberado e direcionado contra jornalistas, não há dúvida disso", enfatizou Sweeney.

Guerra no Oriente Médio