O renomado economista e investidor Nouriel Roubini avalia que o mercado está otimista demais sobre os planos de guerra rápida defendidos pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no Oriente Médio. Para ele, o cenário mais provável é uma "estagflação", combinação de estagnação econômica com alta inflação, caso o conflito se intensifique e os Estados Unidos não consigam prevalecer.
Segundo Roubini, trata-se de uma "situação binária": "Se o conflito se intensifica e não se vence, o resultado é uma estagflação ao estilo dos anos 1970."
"Se analisarmos bem, o dano já está feito", afirma o economista, que não acredita que os impactos econômicos influenciem as decisões em Washington.
Para Trump, aceitar um cessar-fogo nas condições defendidas pelo Irã seria uma derrota: "Ele perderia credibilidade e certamente as eleições. No passado, podia se acovardar, mas agora isso significa perda de confiança."
Diante desse risco, Roubini prevê que o presidente tende a intensificar o conflito. A estratégia incluiria tomar o controle da ilha Kharg e manter os bombardeios junto a Israel, mirando a liderança iraniana e suas estruturas militares. Assim, a intensificação se apresenta como a única opção viável para a administração americana, enquanto o sucesso da campanha determinará as consequências dessa decisão.