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Bombardeios em esconderijos militares mataram ou feriram mais de 500 soldados, afirma Irã

Teerã diz que identificou e atacou dois esconderijos com tropas americanas, causando centenas de baixas; ambulâncias estariam retirando mortos e feridos.
Bombardeios em esconderijos militares mataram ou feriram mais de 500 soldados, afirma IrãGettyimages.ru / Scott Olson / Staff

O porta-voz do quartel-general Khatam al-Anbiya das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaghari, anunciou neste sábado (28) que mais de 500 militares americanos foram mortos ou feridos nas últimas horas.

"O Exército dos EUA, agressor devido à poderosa ofensiva das Forças Armadas e à destruição de suas bases na região, fugiu e se escondeu nos arredores de suas bases", afirmou Zolfaghari. Nesse intervalo de tempo, dois dos esconderijos dos soldados americanos teriam sido localizados e alvejados, indicou o porta-voz militar.

"Mais de 400 pessoas estavam escondidas no primeiro, e mais de 100 no segundo, em Dubai. Ambos os locais foram identificados e atacados por mísseis de precisão e drones dos bravos combatentes da Força Aeroespacial e da Força Naval da Guarda Revolucionária, causando-lhes pesadas baixas", afirmou.

Segundo o porta-voz, ambulâncias estão transportando os mortos e feridos, que incluem comandantes e soldados americanos.

Além disso, o porta-voz emitiu um alerta ao presidente dos EUA, Donald Trump.

"Trump e os comandantes das forças armadas americanas devem ter compreendido plenamente que a região se tornará um cemitério para soldados americanos e que eles não terão outra escolha senão se render à vontade divina do povo heróico e dos bravos combatentes do Islã", declarou ele.

  • Na quarta-feira (25), o porta-voz iraniano havia comunicado que as forças armadas do país haviam destruído as bases americanas no Oriente Médio e que seus militares passaram a se refugiar em esconderijos. "Estamos a procura deles", apontou.

Guerra no Oriente Médio

  • Na madrugada de sábado (28), Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.

  • Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.

  • Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.

  • Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento total do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizam ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
  • O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.