Durante discurso no fórum Future Investment Initiative, em Miami, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (27) que, ao avaliar a atuação da OTAN, seu país não precisa necessariamente "estar aqui" pelos aliados.
"Foi um erro tremendo quando a OTAN simplesmente não esteve presente. Simplesmente não estiveram lá", disse Trump, acrescentando que os EUA "gastam centenas de bilhões de dólares por ano com a OTAN, protegendo eles".
"Sempre estaríamos lá por eles, mas agora, com base nas atitudes deles, acho que não precisamos estar aqui, certo?", questionou o presidente.
Não atenderam ao nosso chamado
Em postagem no Truth Social, Trump criticou a Aliança Atlântica por não ter feito "absolutamente nada" para apoiar Washington diante do Irã.
Em reunião com seu gabinete na Casa Branca, na quinta-feira (26), ele reclamou que os países aliados "não vieram em nosso socorro" nas primeiras semanas da guerra contra o Irã, embora "alguns deles declararam que querem se envolver quando a guerra terminar".
"Estamos muito decepcionados com a OTAN porque ela não fez absolutamente nada", declarou, acrescentando que os EUA "não vão esquecer isso".
Guerra no Oriente Médio
Na madrugada de sábado (28), Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.