As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram neste sábado (28) que detectaram o lançamento de um míssil a partir do Iêmen em direção ao território israelense.
Segundo a imprensa local, este é o primeiro ataque vindo desse país desde o início da guerra, no fim de fevereiro.
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De acordo com a IDF, o míssil, que tinha como alvo o deserto do Neguev, no sul de Israel, foi interceptado. Moradores da cidade de Eilat também receberam alertas.
Na quinta-feira, os houthis do Iêmen, aliados do Irã, afirmaram estar "totalmente preparados militarmente" para entrar no conflito no Oriente Médio, caso considerem necessário.
"Até agora, o Irã está tendo um bom desempenho e derrotando o inimigo todos os dias, e a batalha está se desenvolvendo a seu favor. Se isso mudar, então poderemos reavaliar", disse um dos líderes do grupo.
Guerra no Oriente Médio
Na madrugada de sábado (28), Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
- Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento total do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizam ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.