Notícias

Funcionário iraniano defende que país deixe Tratado de Não Proliferação Nuclear

Ebrahim Rezaei afirmou que “a permanência do Irã no TNP é inútil”, uma vez que “não trouxe nenhum benefício” para a nação persa.
Funcionário iraniano defende que país deixe Tratado de Não Proliferação NuclearMajid Saeedi / Stringer / Gettyimages.ru

O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Irã, Ebrahim Rezaei, afirmou que é hora de seu país se retirar do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

"A permanência do Irã no TNP é inútil; esse tratado não nos trouxe nenhum benefício", escreveu ele no X nesta sexta-feira (27). "O TNP não só não protegeu nosso país de ataques de potências nucleares, como nossas instalações nucleares foram atacadas repetidamente e os documentos e acordos internacionais foram completamente ignorados", acrescentou.

Ao mesmo tempo, o porta-voz reiterou que Teerã não tem intenção de fabricar uma bomba atômica, e que sua política a esse respeito "permanece inalterável".

"Os Estados Unidos se retiraram de 60 organizações e convenções internacionais e, agora, se quisermos nos retirar do TNP, provavelmente enfrentaremos a surpresa e a oposição do Ocidente. É hora de nos retirarmos", concluiu Rezaei.

  • O Irã tem afirmado repetidamente que desenvolve seu programa nuclear para fins pacíficos. Apesar disso, na madrugada de 28 de fevereiro, Israel e os EUA lançaram um ataque conjunto contra o país persa com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
  • A Rússia condenou as ações de Washington e Tel Aviv, denunciando que se trata de ataques não provocados e lembrando que o Irã "não violou nenhuma obrigação internacional, incluindo as relativas ao seu programa nuclear". "Em 2015, foi assinado o Plano de Ação Integral Conjunto (PAIC). Ele foi aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU. Os Estados Unidos o destruíram quando, em 2017, durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump, se retiraram do acordo, violando todas as suas obrigações. O Irã não violou nada", destacou o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov.