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Plataforma sobre sistema prisional de SP destaca prevalência de tuberculose e HIV entre presos

Levantamento detalha indicadores de morbidade, causas de morte e infraestrutura de 183 unidades, relacionando as condições de encarceramento à saúde pública estadual.
Plataforma sobre sistema prisional de SP destaca prevalência de tuberculose e HIV entre presosGettyimages.ru / Mario Tama

O Núcleo de Estudos da Violência da USP lançou, nesta segunda-feira (30), o Monitor do Sistema Prisional. A plataforma mostra que os indicadores de saúde nas prisões paulistas apontam a incidência de patologias como tuberculose, HIV e hepatite na série histórica coletada desde 2001.

Entre os dados, há indicadores apontando para um crescimento nos casos de tuberculose e HIV entre presos de ambos os gêneros, em um contexto de populações carcerárias cada vez maiores. Em dados de 2024, foram 25.812 casos de tuberculose registrados nas prisões de SP e 6.150 de HIV.

O Monitor do Sistema Prisional é feito com a sistematização de dados do DATASUS e SISDEPEN. A ferramenta visa subsidiar políticas públicas fundamentadas em evidências técnicas. O levantamento relaciona o ambiente carcerário diretamente aos índices de saúde pública e à morbidade no estado. 

Dados sobre os 183 estabelecimentos prisionais detalham níveis de superlotação e a estrutura física das unidades. A análise permite identificar padrões de desigualdade regional na distribuição e na capacidade do sistema.

O sistema registra causas de morte que incluem doenças, episódios de violência e casos de suicídio. Séries históricas coletadas desde 2001 monitoram a evolução desses indicadores de mortalidade por sexo e região.

A fiscalização das unidades é mensurada pela frequência de visitas institucionais e pela transparência no controle externo. O monitoramento identifica quais unidades recebem menor volume de acompanhamento oficial.