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Chanceleres da Rússia e do Irã realizam telefonema; confira temas abordados

"Houve uma troca de opiniões sobre as perspectivas de encaminhar o conflito para uma solução político-diplomática", segundo o comunicado.
Chanceleres da Rússia e do Irã realizam telefonema; confira temas abordadosSputnik / Sergey Guneyev

Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e do Irã, Sergey Lavrov e Abbas Araghchi, abordaram em uma conversa em telefonema nesta sexta-feira (27) "a gravíssima crise político-militar que continua assolando o Oriente Médio, desencadeada pela agressão não provocada dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã", informou a Chancelaria russa.

"Houve uma troca de opiniões sobre as perspectivas de encaminhar o conflito para uma solução político-diplomática baseada no direito internacional e que leve em conta os interesses legítimos de todos os países da região, incluindo o Irã e seus vizinhos, membros do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo Pérsico", afirma o comunicado.

Da mesma forma, Lavrov informou seu homólogo iraniano sobre o envio de uma nova carga de ajuda humanitária russa à República Islâmica.

Guerra no Oriente Médio

  • Na madrugada do dia 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.

  • Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.

  • Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.

  • O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.