Chanceler do Brasil critica países que lucram com a destruição das guerras

Mauro Vieira destacou que Brasília busca negociações para salvar vidas e proteger infraestruturas econômicas em regiões de conflito.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou, nesta sexta-feira (27), em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, a forma como alguns países utilizam a destruição gerada pela guerra como uma oportunidade de lucro.

O chanceler, que está em Paris para a Cúpula do G7, observou que conflitos armados possuem novos padrões. Ele explicou que as guerras atuais "se fracionam e se manifestam em várias formas e modelos diferentes".

Segundo ele, neste cenário, "há países que querem aproveitar a destruição para obter lucros financeiros", o que provoca impactos na economia global.

Vieira enfatizou, na entrevista, que a posição do Brasil segue sendo a de "construir e preservar os mecanismos de cooperação e convivência entre as nações".

O diplomata acentuou que este "é também um dos papéis importantes que as Nações Unidas têm entre seus encargos, assim como o de manter a paz e a segurança internacional".

O Brasil, reforçou o chefe do Itamaraty, procura se manter em uma posição de neutralidade, propondo negociações e a busca por uma razão que afaste as partes da guerra para, assim, "salvar as vidas de civis e militares", além das "infraestruturas econômicas que estão sendo destruídas na região".