O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro fez duras críticas ao ex-presidente norte-americano Joe Biden nesta sexta-feira (27). O parlamentar participa da CPAC USA 2026, principal evento conservador do país, realizado no Texas.
"Biden duplicou o dinheiro enviado ao Brasil para combater a desinformação durante a presidência do meu pai. Ele também enviou muitas pessoas, (...) não para nos libertar, mas para nos pressionar a reconhecer o resultado das eleições, caso contrário, implementariam sanções'', afirmou.
Ao listar os oficiais dos EUA que estariam envolvidos nessa campanha de pressão contra o Brasil, o ex-parlamentar mencionou "[a ex-subsecretária de Estado para Assuntos Políticos,] Victoria Nuland, o ex-diretor da CIA, William Barnes, Jake Sullivan, da NSA e Lloyd Austin, [general e ex-secretário de Defesa]".
Como parte dessa campanha, estaria, segundo Eduardo, a suposta duplicação da verba destinada ao "combate à desinformação" no Brasil. Anteriormente, o parlamentar havia associado esses recursos ao extinto programa USAID.
Interferência nas eleições?
Na sequência, ele destacou que o Brasil tem ''esperança de mudar as coisas por meio de uma eleição", em aparente alusão à pré-candidatura presidencial de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro.
Nesse contexto, argumentou que sob o governo do atual presidente Donald Trump, em contrapartida, não há risco de interferência nas eleições brasileiras. ''Porque sob Biden, foi exatamente isso que aconteceu'', disse.
A declaração marca um contraste em relação a falas anteriores de Valdemar Costa Neto, dirigente do Partido Liberal. Em 17 de março, Valdemar afirmou que "não tem dúvidas" de que o presidente norte-americano irá intervir no processo eleitoral brasileiro em favor de Flávio Bolsonaro, já que deseja "um governo de direita aqui".