Uma brasileira procurada por homicídio no Espírito Santo foi presa nos Estados Unidos após operação conduzida por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE). A detenção ocorreu em 13 de março, em Everett, no estado de Massachusetts, conforme publicação oficial do órgão na rede social X, feita nesta sexta-feira (27).
Segundo o ICE, a "imigrante ilegal" Kele Cristian Alves Pereira era procurada por homicídio no Brasil e "permanecerá sob custódia até ser deportada para o Brasil, onde enfrentará a justiça pelos crimes que lhe são imputados". Na postagem, o órgão afirmou ainda: "Você continua sendo um criminoso, independentemente do país em que reside".
De acordo com informações divulgadas pelo site Gnews USA, Kele vivia nos Estados Unidos trabalhando como faxineira e utilizava o nome "Kelly Cristian". A identidade dela foi descoberta após suspeita de furto de cartões de crédito.
O caso ocorreu em 2 de janeiro de 2026, quando uma cliente relatou o desaparecimento dos cartões após um serviço de limpeza. Compras não autorizadas foram registradas em um supermercado de Massachusetts, gerando prejuízo aproximado de R$ 2,5 mil dólares. A brasileira foi detida ao sair do estabelecimento.
Homicídio no Espírito Santo
Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Kele Cristian Alves Pereira foi denunciada pela morte de Vanda Derli Rangel Teixeira, ocorrida em 7 de agosto de 2017, no bairro Santa Luzia, em Cariacica, informou o portal A Gazeta.
Ela responde ao processo ao lado de Randerles Neves de Oliveira, conhecido como "Rantaro", e Renan Neves Santos, acusados de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. A ação penal está na fase final de instrução.
O MPES informou que o processo em relação à acusada ficou suspenso devido à ausência de localização.
"Recentemente, foi comunicada ao juízo a informação sobre a localização da acusada no exterior, circunstância que deverá permitir o prosseguimento regular do processo também em relação a ela", declarou o órgão, destacando a existência de mandado de prisão em aberto.
A Polícia Civil afirmou, em nota ao A Gazeta, que conduz a investigação por meio de inquérito policial e que, após a conclusão das diligências, o procedimento é encaminhado ao Ministério Público, responsável por eventual denúncia à Justiça.