ICE celebra prisão nos EUA de brasileira procurada por homicídio: 'Criminosa independentemente do país'

Kele Cristian Alves-Pereira, de 38 anos, foi presa em 13 de março por agentes do estado norte-americano de Massachusetts e era procurada no Brasil pela Justiça do Espírito Santo.

Uma brasileira procurada por homicídio no Espírito Santo foi presa nos Estados Unidos após operação conduzida por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE). A detenção ocorreu em 13 de março, em Everett, no estado de Massachusetts, conforme publicação oficial do órgão na rede social X, feita nesta sexta-feira (27).

Segundo o ICE, a "imigrante ilegal" Kele Cristian Alves Pereira era procurada por homicídio no Brasil e "permanecerá sob custódia até ser deportada para o Brasil, onde enfrentará a justiça pelos crimes que lhe são imputados". Na postagem, o órgão afirmou ainda: "Você continua sendo um criminoso, independentemente do país em que reside".

De acordo com informações divulgadas pelo site Gnews USA, Kele vivia nos Estados Unidos trabalhando como faxineira e utilizava o nome "Kelly Cristian". A identidade dela foi descoberta após suspeita de furto de cartões de crédito.

O caso ocorreu em 2 de janeiro de 2026, quando uma cliente relatou o desaparecimento dos cartões após um serviço de limpeza. Compras não autorizadas foram registradas em um supermercado de Massachusetts, gerando prejuízo aproximado de R$ 2,5 mil dólares. A brasileira foi detida ao sair do estabelecimento.

Homicídio no Espírito Santo

Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Kele Cristian Alves Pereira foi denunciada pela morte de Vanda Derli Rangel Teixeira, ocorrida em 7 de agosto de 2017, no bairro Santa Luzia, em Cariacica, informou o portal A Gazeta.

Ela responde ao processo ao lado de Randerles Neves de Oliveira, conhecido como "Rantaro", e Renan Neves Santos, acusados de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. A ação penal está na fase final de instrução.

O MPES informou que o processo em relação à acusada ficou suspenso devido à ausência de localização.

"Recentemente, foi comunicada ao juízo a informação sobre a localização da acusada no exterior, circunstância que deverá permitir o prosseguimento regular do processo também em relação a ela", declarou o órgão, destacando a existência de mandado de prisão em aberto.

A Polícia Civil afirmou, em nota ao A Gazeta, que conduz a investigação por meio de inquérito policial e que, após a conclusão das diligências, o procedimento é encaminhado ao Ministério Público, responsável por eventual denúncia à Justiça.