O chefe do Comitê de Patrimônio Cultural de Teerã, Ahmad Alavi, afirmou, nesta sexta-feira (27), à agência ISNA, que ataques aéreos norte-americanos e israelenses danificaram museus e marcos históricos no país.
Ao menos 120 locais foram atingidos. O balanço abrange diversas províncias atingidas desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
Entre os locais afetados estão o Palácio Golestan, o Palácio de Mármore e o Museu Teymourtash. O complexo de Saadabad, que abriga a residência da presidência iraniana, além de museus com acervos históricos, também registrou danos estruturais em suas instalações.
Segundo a reportagem, a Unesco confirmou danos em quatro dos 29 sítios do país listados como Patrimônio da Humanidade. Além do Golestan, foram atingidos a Mesquita Jameh e o Palácio Chehel Sotoun, em Isfahan, além de áreas arqueológicas localizadas no Vale de Khorramabad.
Na quarta-feira (25), a Unesco alertou para locais tombados pelo patrimônio histórico que haviam sido alvos de ataques de Estados Unidos e Israel. "Na semana passada, a Unesco confirmou que 'diversos sítios de importância cultural' na região foram afetados e danificados pela guerra", alertou a entidade.
Outros pontos afetados incluem casas históricas na cidade de Bushehr e a Praça Naqsh-e Jahan, uma obra arquitetônica do século XVII em Isfahan.
Além de arquitetura ligada ao islã, o Irã possui grande variedade de sítios arqueológicos ligados à civilização persa, estabilizada no Planalto do Irã a partir do século VI a.C.