
'Alcançaremos nossos objetivos muito, muito em breve', diz Rubio sobre agressão contra Irã

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou nesta sexta-feira (27) que a guerra contra o Irã deve terminar em algumas semanas, não em meses.
"Temos objetivos. (...) E estamos muito confiantes de que os alcançaremos muito, muito em breve", declarou Rubio em entrevista.
Na sequência, o político afirmou que o presidente Donald Trump não permitirá que a suposta ameaça do Irã "continue sem controle".
"Quando terminarmos com eles aqui nas próximas duas semanas, eles estarão mais fracos do que estiveram na história recente e não poderão se esconder atrás dessas armas para dar o salto e adquirir uma arma nuclear, o que seria uma loucura. Seria uma loucura se essas pessoas conseguissem armas nucleares", disse Rubio, acrescentando que com um arsenal nuclear, os iranianos ''ameaçariam o mundo''.

Entre outros países, prosseguiu, "parece haver bastante aceitação de tudo isso". "Nossos aliados e parceiros aqui, ao menos na minha avaliação, parecem apreciar as atualizações sobre nossa operação e compreender o que nos espera nas próximas semanas", disse.
Rubio também foi questionado sobre relatos de que Washington pretende redirecionar parte das armas destinadas à Ucrânia para compensar munições utilizadas no Oriente Médio.
"Isso ainda não ocorreu", respondeu Rubio. "Até agora, nada foi redirecionado, mas pode acontecer. Francamente, não se trata de armas desviadas. Estas não são armas desviadas. São nossas armas. São vendas. São vendas militares por meio da PURL [Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia], financiadas pela OTAN", explicou.
Ele destacou ainda que diante de uma "necessidade militar, seja para reabastecer nossos estoques ou cumprir alguma missão de interesse nacional", os EUA sempre vão colocar seus "interesses em primeiro lugar".
Guerra no Oriente Médio
Na madrugada de 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.
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