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Ataque dos EUA que matou 175 pessoas em escola foi 'calculado', denuncia Irã à ONU

O ataque à escola Shajarah Tayyebeh, na cidade de Minab, no dia 28 de fevereiro, matou pelo menos 175 pessoas, a maioria crianças. Análises de fragmentos de mísseis publicadas pelo New York Times indicaram que as armas utilizadas eram de fabricação americana.
Ataque dos EUA que matou 175 pessoas em escola foi 'calculado', denuncia Irã à ONUNurPhoto/Getty Images.ru/Handout/Gettyimages.ru

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, acusou, em uma reunião urgente no Conselho de Direitos Humanos da ONU nesta sexta-feira (27), os Estados Unidos e Israel de cometerem um "crime de guerra e um crime contra a humanidade" ao lançar "ataque calculado" a uma escola primária de Minab, em 28 de fevereiro.

"Ninguém pode acreditar que o ataque à escola não tenha sido deliberado e intencional", declarou Araghchi, citando as "tecnologias mais avançadas e os sistemas militares e de dados de maior precisão" que os próprios EUA e Israel afirmam possuir.

O chanceler iraniano pediu uma "condenação inequívoca" do ataque. "Essa atrocidade não pode ser justificada, não pode ser encoberta e não deve ser recebida com silêncio e indiferença", declarou.

ONU pede responsabilidade 

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, que também participou do debate, condenou o ataque, destacando que "a responsabilidade recai sobre aqueles que fizeram o ataque para investigá-lo de forma rápida, imparcial, transparente e completa". 

"Por mais diferenças que existam entre os países, todos concordamos que elas não podem ser resolvidas matando crianças em idade escolar", afirmou, acrescentando que "a justiça deve ser feita" pelos danos causados.

  • ataque à escola Shajarah Tayyebeh, na cidade de Minab, no dia 28 de fevereiro, matou pelo menos 175 pessoas, a maioria crianças. Análises de fragmentos de mísseis publicadas pelo New York Times indicaram que as armas utilizadas eram de fabricação americana