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Kremlin comenta sobre as pretensões dos EUA com relação aos gasodutos russos

O porta-voz da presidência russa descreveu a situação jurídica em torno da infraestrutura energética como "complexa".
Kremlin comenta sobre as pretensões dos EUA com relação aos gasodutos russosSputnik / Grigory Sysoev

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou nesta sexta-feira (27) o interesse dos Estados Unidos em adquirir os gasodutos Nord Stream, danificados pelos atentados de setembro de 2022.

"É evidente que os EUA pretendem controlar a infraestrutura energética internacional", disse o porta-voz a jornalistas.

Peskov observou que os gasodutos pertencem à empresa russa Gazprom, mas que, devido às sanções, que ele descreveu como "ilegais segundo o direito internacional", existe uma "situação jurídica complexa".

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Ele também destacou que os gasodutos permanecem inoperantes: "Um deles está destruído e se deteriora diariamente devido ao ambiente marinho hostil".

Um dia antes, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, declarou em entrevista à France TV, que "os EUA agora dizem que querem controlar o Nord Stream", embora não tenha oferecido mais detalhes.

Sabotagem e terrorismo

  • Os gasodutos Nord Stream 1 e 2 foram explodidos no dia 26 de setembro de 2022, desencadeando grandes vazamentos de gás no Mar Báltico.
  • Os governos da DinamarcaAlemanha e Suécia se recusaram a divulgar os resultados de suas investigações sobre o caso e ignoraram os pedidos da Rússia, que pediu para auxiliar.
  • Em 2022, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou que por trás dos ataques estava alguém "capaz de organizar as explosões de forma técnica e que já recorreu a esse tipo de sabotagens", insinuando envolvimento do governo dos Estados Unidos.
  • Em 2023, o renomado jornalista norte-americano Seymour Hersh concluiu que a Casa Branca, sob comando do então presidente Joe Biden, estava por trás do atentado.
  • Outros relatórios da imprensa ocidental responsabilizaram grupos de sabotagem ucranianos pela explosão, que teriam chegado ao local do ataque em um iate chamado Andrômeda.