Notícias

Chefe de sindicato de servidores diz que teto salarial de R$ 46 mil é 'insuportável'

Representante de servidores aponta defasagem salarial e perda de atratividade no setor público como fatores que justificam um reajuste.
Chefe de sindicato de servidores diz que teto salarial de R$ 46 mil é 'insuportável'Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis), Alison Souza, afirmou que o teto do funcionalismo, hoje em R$ 46,3 mil, não atende mais às carreiras do setor. A informação foi publicada pelo Metrópoles nesta sexta-feira (27).

Durante reunião na terça-feira (24), ele defendeu a recomposição do valor com base na inflação.

"Eu fui enfático na defesa de que não é mais suportável, pelas carreiras, a não recomposição inflacionária (reajuste) ao teto remuneratório", disse.

O dirigente também propôs excluir funções de confiança do limite constitucional, embora aponte que devam continuar sendo consideradas como parte da remuneração dos servidores.

Dados citados por Souza indicam que, entre 2016 e 2025, a inflação acumulada pelo IPCA foi de cerca de 64%, enquanto o aumento salarial dos servidores do Legislativo federal alcançou apenas 44%. Isso representaria um reajuste de 20% abaixo da inflação no período de dez anos, apontada por ele como uma defasagem nos salários.

O dirigente também comparou os salários com a iniciativa privada. Segundo ele, um advogado mediano no setor privado recebe muito mais de R$ 40 mil mensais. "Se ele pegar uma causa complexa, ganha milhões", concluiu.