Os serviços de inteligência israelenses acreditam que a guerra contra o Irã não criou as condições necessárias para derrubar seu governo em um futuro próximo, informou o Financial Times nesta sexta-feria (27), de acordo com fontes.
Uma das fontes, familiarizada com relatórios da Diretoria de Inteligência Militar de Israel (Aman), indicou que os ataques aéreos contra o Irã ainda não conseguiram enfraquecer significativamente o poder de seu governo nas quase quatro semanas de ataques contínuos.
Segundo fontes, o exército israelense considerava impossível forçar uma mudança de regime por meio de ataques aéreos, indicando que esse objetivo precisaria ser coordenado com uma operação prolongada do Mossad para terem alguma chance.
De fato, a agência recebeu ordens para criar as condições necessárias para fomentar protestos e apoiar as milícias curdas no norte do Irã, afirmou uma das fontes. Isso levou à priorização de ataques contra a elite governante iraniana, que resultaram na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e de outros altos funcionários.
"Contudo, após quase quatro semanas de guerra, a inteligência militar concluiu, em grande parte, que o implacável ataque conjunto EUA-Israel não aumentou substancialmente" a probabilidade de o governo iraniano ser derrubado antes do fim da guerra, resume o Financial Times.