O ex-primeiro-ministro israelense Naftali Bennett declarou, em uma entrevista na quinta-feira (26), que Israel e o governo de Benjamin Netanyahu fracassaram em todas as agressões que lançaram na região.
"Neste momento, o Estado de Israel, ou melhor, o governo de Netanyahu, não consegue vencer em lugar nenhum. Nem em Gaza, nem no Líbano, não está vencendo em lugar nenhum", afirmou Bennett, expressando dúvidas sobre a agressão contra o Irã.
Segundo o ex-premiê, embora Israel tenha declarado vitória em Gaza, o Hamas está se fortalecendo e se armando, apesar de Netanyahu enviar centenas de caminhões com soldados para os territórios palestinos todos os dias.
"No Líbano, declararam que tínhamos repelido o Hezbollah e fizeram declarações grandiosas, e entretanto, o Hezbollah se reconstruiu... Do que estão falando?", questionou.
Em relação ao conflito com o Irã, Bennett lançou dúvidas sobre a vitória de Israel. "Alcançamos nossos objetivos? O principal objetivo é o desmantelamento definitivo do programa nuclear iraniano, e hoje existem 460 quilos de urânio enriquecido", declarou.
Guerra no Oriente Médio
Na madrugada de sábado (28), Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.