A Polícia Federal do Brasil investiga o furto de amostras virais, com potencial de contaminação, de um laboratório da Unicamp. Segundo atualizações publicadas nesta quinta-feira (26) pelo portal UOL, o material foi retirado do Laboratório de Virologia Aplicada e transferido para freezers de outros pesquisadores sem autorização.
Grande parte do que foi retirado do laboratório foi localizado em lixeiras comuns, com sinais de manipulação. A professora Soledad Palamenta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos, foi presa em flagrante e liberada após audiência de custódia.
Segundo as apurações, ela utilizou sua posição para acessar áreas restritas com auxílio de uma aluna. A docente possui patente de partículas imunomoduladoras semelhantes a vírus e está proibida de frequentar os laboratórios.
As amostras recuperadas, que incluem vírus aviários com potencial de gravidade, foram enviadas para análise no Ministério da Agricultura com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O médico sanitarista Gonzalo Vecina, em entrevista à Band, classificou o episódio como grave, destacando que o descumprimento de normas em ambientes de segurança máxima oferece riscos à população. "As regras de biossegurança não podem ser rompidas", afirmou.
A universidade instaurou sindicância interna e colabora com o inquérito policial. A investigação foca em crimes de furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado.