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Trump afirma que Maduro terá um 'julgamento justo'

O presidente venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, sequestrados pelos EUA, enfrentarão a segunda audiência em Nova York.
Trump afirma que Maduro terá um 'julgamento justo'Jesus Vargas / Gettyimages.ru

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quinta-feira (26), que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, terá um "julgamento justo" no país norte-americano.

Durante uma reunião com seu gabinete, Trump reiterou as acusações que seu governo sustenta contra Maduro, como a de supostamente ter "esvaziado as prisões na Venezuela" para "transferir" detentos aos EUA.

Em seguida, ele se dirigiu à procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, pedindo que "apresente acusações contra ele em algum momento" por esse motivo.

"[Ele é] um homem muito perigoso", afirmou Trump. "É uma acusação grave que ainda não foi apresentada. Deveria ser apresentada. Ele esvaziou suas prisões para o nosso país", insistiu.

Posteriormente, afirmou que, ao retirá-lo da Venezuela, evitaram a entrada de mais drogas no país. "Agora ele está sob custódia e acredito que terá um julgamento justo. Mas imagino que haverá mais julgamentos", acrescentou.

Nesse sentido, afirmou que abordaram "apenas uma fração das coisas que ele fez" como chefe de Estado venezuelano. "Outros casos serão apresentados, como provavelmente sabem", acrescentou.

Nesta quinta-feira, Maduro e sua esposa, a comgressista Cilia Flores, enfrentarão a segunda audiência do julgamento conduzido pela Justiça dos EUA, após ambos terem sido sequestrados em uma operação dirigida pelo Pentágono.

Maduro é acusado de suposto narcoterrorismo. Em suas primeiras declarações perante o Tribunal do Distrito Sul de Nova York, declarou-se inocente: "Sou o presidente da Venezuela e me considero prisioneiro de guerra. Fui capturado em minha casa em Caracas".