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Putin explica o motivo das sanções contra Rússia serem ilegais

De acordo com o presidente russo, o país tem conseguido fazer frente à pressão das sanções.
Putin explica o motivo das sanções contra Rússia serem ilegaisSputnik / Sergey Guneev

O presidenta da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quinta-feira (26) que as sanções contra a Rússia são ilegais, já que não foram aprovadas pela ONU.

Durante o congresso da União Russa de Industrias e Empresários, Putin mencinou que as restrições ocidentais contra Moscou foram introduzidas quando a Crimeia e posteriormente as repúblicas do Donbass foram incorporadas ao território russo.

"Todos conhecemos bem os acontecimentos de 2014, quando a Rússia se viu obrigada, nos forçaram - o que já havia dito muitas vezes - a tomar todas as medidas necessárias para proteger nosso povo: na Crimeia e, mais tarde, no sudeste da Ucrânia em geral. Depois disso, vieram as sanções ilegais. São ilegais - quero enfatizar - porque nunca foram respaldadas por decisões da Organização das Nações Unidas", explicou.

Ao mesmo tempo, de acordo com o presidente russo, o país tem conseguido fazer frente à pressão das sanções. "Apesar das dificuldades objetivas e das restrições artificiais impostas contra nosso país, conseguimos manter a estabilidade macroeconômica e alcançar uma dinâmica sustentável e previsível da inflação e do desemprego", afirmou.

  • A Crimeia se reunificou com a Rússia em março de 2014, depois que 96,77% da população da península votou a favor de converter-se em parte da Rússia. As repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, assim como as províncias de Zaporozhie e Kherson incorporaram-se à Rússia após consultas populares em 2022.
  • Desde o início em 2022 da operação militar especial da Rússia na Ucrânia, os países europeus impuseram sanções, restringindo o uso de combustíveis fósseis russos, e tornaram-se dependentes das importações do gás natural liquefeito (GNL) para substituir o fornecimento por gasodutos. Assim, em 2025, a União Europeia importou mais de 140 milhões de metros cúbicos de GNL, 58% dos quais foram fornecidos pelos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o Catar é responsável por até 15% das importações de GNL na Europa.
  • Moscou alertou reiteiradamente que os próprios países que recorrem a medidas antirrussas são os que sofrem as consequências. Além disso, enfatiza que as sanções ocidentais não conseguem influenciar a política da Rússia e não surtem efeito.