
Irã lança ataque de mísseis 'devastador' contra bases americanas nos Emirados Árabes e Kuwait

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou nesta quinta-feira (26) o lançamento da 82ª onda de ataques da sua operação Promessa Verdadeira 4, contra bases americanas nos Emirados Árabes e no Kuwait, bem como várias regiões de Israel.

O ataque teve como alvo centros de comando e controle, radares de comunicação e armazéns de drones das forças americanas e israelenses.
Mais especificamente, as forças iranianas afirmaram ter atingido com "ataques precisos" as bases militares americanas de Al-Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, Ali Al-Salem e Arifjan, no Kuwait.
Foram utilizados sistemas de mísseis Kheibar Shekan, Emad e Zulfiqar.
De acordo com um comunicado, a ação marca "o início de uma nova era e uma nova frente contra os agressores americanos e sionistas".
Guerra no Oriente Médio
Na madrugada de sábado (28), Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
- Outra linha de frente do conflito foi aberta com o rompimento total do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah em 2 de março. As forças israelenses realizam ondas de ataques contra o território libanês, emitindo ordens de evacuação aos cidadãos do Líbano e anunciando operações terrestres no país.
O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.
