Trump reclama de países da OTAN por não ajudá-lo na guerra contra Irã: 'Não fizeram absolutamente nada'

O presidente dos EUA alertou que "jamais esquecerá" a recusa dos aliados europeus.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou, nesta quinta-feira (26) no TruthSocial, novo ataque verbal contra os aliados da OTAN, acusando-os de não apoiar Washington em sua ofensiva contra Teerã.

"Os países da OTAN não fizeram absolutamente nada para ajudar a lidar com o Irã, uma nação lunática que agora está sendo dizimada militarmente. Os Estados Unidos não precisam de nada da OTAN, mas 'nunca esquecerão' este momento tão importante!", advertiu Trump.

Trump já tinha repreendido seus aliados por se negarem a enviar forças navais ao Estreito de Ormuz, chamando-os de "covardes" e afirmando que, sem Washington, a OTAN é "um tigre de papel".

"Não quiseram se juntar à luta para impedir que o Irã se tornasse uma potência nuclear. Agora que essa luta foi vencida militarmente, sem praticamente nenhum risco para eles, reclamam dos altos preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, uma simples manobra militar que é a única razão para os altos preços do petróleo", afirmou.

"É tão fácil para eles fazerem isso, com tão pouco risco", acrescentou Trump. "Covardes, e vamos nos lembrar disso!", alertou.

Tensões crescentes

As declarações surgem em um contexto de tensões crescentes entre Washington e países europeus sobre o envolvimento da OTAN no conflito. Enquanto alguns governos reiteraram que "esta não é guerra deles" e se limitaram a oferecer apoio político ou marítimo restrito após o fim das hostilidades, Trump insiste que seus parceiros não fizeram o suficiente.

Embora o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte, tenha manifestado seu apoio explícito à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, vários países da União Europeia — todos membros da OTAN, com exceção de três — rejeitaram coletivamente o pedido de Trump sobre o Estreito de Ormuz.

Segundo imprensa, a sugestão de Rutte de que os aliados europeus acabarão por "se unir" para atender ao apelo do líder norte-americano incomodou várias nações, que veem nessas palavras um fator de tensão adicional dentro da Aliança sobre até onde devem ir diante das exigências de seu membro.

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